Carinho pelo caminho

Vem chegando o verão em Nova York. Os moradores saem da toca. Munidos de sanduiches, cafés king size, seus livros e seus cães, eles vão sentar no parque. Lá fui eu também, fingir que sou um deles, na maior cara de pau. Durou bem pouco o meu semblante-paisagem. Foi só sentar no primeiro “bench” pra perceber que aquele não era um bench qualquer. Era o banco de alguém. No meio do Central Park gigante me deparei com pequenas declarações, muito particulares e lindas. Uma em cada banco. Pessoas que por ali passaram e ali sentaram. Pessoas que já se foram mas que lá existem e resistem, gravadas em metal, pra quem quiser admirar, lembrar…ou apenas se recostar no banco de alguém especial. De banco em banco descobri mensagens incríveis. Me deu vontade de passar o dia inteiro zanzando por lá, lendo e sentando, lendo e sentando. Fotografei algumas placas, no caminho entre o hotel e o Metropolitan. Já no museu, vi duas retrospectivas marcantes: Alexander McQueen: Savage Beauty, e  os desenhos de Richard Serra. Dois famosos. Mas o tempo todo essa outra exposição não me saiu do coração.  (RL)






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Autor:reparei

"Se podes olhar, vê. Se podes Ver, repara." (José Saramago)

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4 Comentários em “Carinho pelo caminho”

  1. Paula Blandy
    20/05/2011 às 21:01 #

    Adorei!!!!!

  2. PATAU
    20/05/2011 às 21:01 #

    Como um simples gesto pode tocar tanto as pessoas? Pessoas sensíveis, eu digo!
    Uma simples placa pode nos fazer refletir sobre nós mesmos, sobre onde e como vivemos. Ao ler as mensagens fiquei, imediatamente, com vontade de ter uma também, de fazer uma pra minha família pra que todos saibam quem somos e fomos. Também pensei em fazer algo parecido aqui “no Ibirapuera”. E logo me lembrei de Andy Warhol e seus 15 minutos de fama. Pois esse seria o provável tempo que uma placa dessas duraria por aqui. Pena! Pena por que gosto de sentir sentimentos assim pelas pessoas que conheço e pelas que não. Pena por que sinto que onde moramos isso parece cada vez mais distante.
    Gostaria que as pessoas daqui que lessem esse artigo não só achassem que “é lindo isso de lá” e que tentassem trazer essa coisa boa, que é o “sentimento bom pelo outro”, pra essas terras ao sul do Equador.

    Beijos Rê e obrigado pelo carinho.
    Só por isso você merece uma “placa”!

    • 20/05/2011 às 21:01 #

      Super thanks pelo comentário Patau! Saudades da familia toda! Bjs Renata

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