Cartas de amor

Em contagem regressiva para o Dia dos Namorados, resolvemos falar sobre o amor. Durante quatro dias iremos publicar trechos de cartas redigidas por grandes nomes da história. Homens e mulheres que muitas vezes mudaram o curso de suas vidas em nome desse, nem sempre nobre, sentimento. O amor, descrito nessas cartas, assume diversas formas: é puro, erótico, dissimulado, ingênuo, dilacerante, platônico, unilateral. Homens e mulheres que nem sempre foram felizes para sempre. Sofreram, encantaram, traíram, alucinaram…Mas que, acima de tudo, amaram…

Catarina de Aragão 1485-1536

Quando tinha 2 anos, o rei Henrique VII da Inglaterra pediu sua mão em casamento para o filho mais velho, Artur, um ano mais novo que a noiva. Dez anos depois casaram-se; porém Artur faleceu no ano seguinte ao casamento. A Espanha manifestou interesse pelo casamento de Catarina com o irmão mais novo de Artur, Henrique. Oito anos se passaram e, concedida uma dispensa papal, Catarina se casou com o cunhado. Após diversos abortos e filhos natimortos, Catarina deu a luz a Mary, única sobrevivente dos filhos do casal. Henrique obcecado por um herdeiro do sexo masculino e apaixonado por Ana Bolena, submete Catarina a um julgamento humilhante onde questionava a consumação do casamento dela com Artur. Após a anulação do casamento, Catarina é separada da filha e exilada em Huntingdon. Morreu em 1536, proclamando a validade do seu casamento, a sua condição de rainha e seu amor eterno pelo marido. Nessa carta, a súplica, em repousar os olhos sobre Henrique uma última vez.

Para Henrique VIII, 1535

Entrego-me a vós. A hora de minha morte se aproxima célere, e sendo essa minha situação, o terno amor que vos dedico me obriga a, em poucas palavras, lembrar-vos da saúde e salvaguarda de vossa alma, que deveis colocar acima de todas as questões terrenas e antes do cuidado e gratificação de vosso próprio corpo, pelo bem do qual causastes a mim muitas dores e a vós próprio muitas preocupações.

De minha parte, sim, perdoo-vos por tudo e peço devotamente a Deus que Ele também vos perdoe.

Por fim, juro que meus olhos vos desejam acima de todas as coisas.

Fonte: Cartas de Amor de Mulheres Notáveis. Ursula Doyle.

 

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Autor:reparei

"Se podes olhar, vê. Se podes Ver, repara." (José Saramago)

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2 Comentários em “Cartas de amor”

  1. Sarah
    09/06/2011 às 21:01 #

    Sente-se o amor em cada letta.
    Lindissima!

  2. ana
    09/06/2011 às 21:01 #

    Muito boa, não vejo de ler as outras cartas….
    ps: muito legal a ideia!

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