Cheia de certeza

Todo mundo tem pelo menos uma história ridícula pra contar. Eu tenho várias. Escolhi essa, que já prescreveu faz tempo.  Morávamos na casa do Brooklin portanto eu devia ter 9 ou 10 anos. Tinha trazido uma amiga da escola e, como qualquer criança, quis dar uma de bacana pra cima dela. Então tive uma ideia que com toda certeza iria deixá-la super impressionada. Ao lado do telefone, na mesinha do hall de entrada, repousava uma folha de cheque preenchida e assinada . Estudei o documento com cuidado e gritei: olha Carmen, esse cheque não tem fundo! Ela veio correndo. Nossa, é mesmo Renata! Ficamos lá, as duas, segurando a onda desse papo absurdo. Eu sem saber o que falava, ela confirmando minha maluquice só pra não dar bandeira da própria ignorância. Afinal cansamos desse escândalo e fomos brincar de boneca. O cheque ficou lá, sobre a madeira fria, tentando se recuperar da maldade que fiz com ele.  (RL)

Categorias: Uncategorized

Autor:reparei

"Se podes olhar, vê. Se podes Ver, repara." (José Saramago)

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