Veja bem…

Que as vezes dá vontade de passar a mão na cabeça e por o filho no colo, isso dá. Eles fazem besteira, voltam com aquela carinha de cachorro sem dono e pimba, amolecemos. Um recado importante que é esquecido, uma lição que não é feita, uma malcriação com a funcionária da casa. Deslizes que podem ser justificados. Afinal, um bilhetinho para a professora, justificando a lição não feita, não é infração assim tão grave. Ainda são pequenos, estão aprendendo, muito cedo para cobrar responsabilidades. Cedo também para responderem pelas consequências, podemos fazer isso por eles enquanto não aprendem. Assim formamos crianças confiantes. Crianças que podem tudo. Não tenho dúvidas que esse menino que atropelou e matou a menina de 3 anos não tinha a menor intenção em ferir ou matar alguém. Mas matou. E fugiu. A família não prestou ajuda, fugiu com ele. E agora o advogado justifica. Como se fosse um pequeno deslize, uma bobagem adolescente. Criança não precisa de justificativa. Precisa de consequência. Em coisas mínimas, que fazem parte do cotidiano. Precisa entender desde cedo o que é certo e o que é errado. Se soubesse a diferença, talvez esse menino não estivesse pilotando um jet ski. Se soubesse a diferença, possivelmente teria prestado ajuda. Se soubesse a diferença, entenderia que não há justificativa  ao matar uma menininha de 3 anos. (RM)

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Autor:reparei

"Se podes olhar, vê. Se podes Ver, repara." (José Saramago)

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2 Comentários em “Veja bem…”

  1. Cris
    23/02/2012 às 21:01 #

    Nossa Re, fiquei arrepiada! Concordo que esta criança deva ser punida à altura da sua responsabilidade que não é grande, inconsciente talvez! Os pais, estes, devem pagar de uma maneira ou de outra. Voltando do trabalho hoje, pensei neste triste acontecimento e me perguntei porque estes pais não levaram a menininha para um hospital no helicóptero…

  2. Lopes Júnior
    23/02/2012 às 21:01 #

    Olá querida! Tive acesso ao seu blog por intermédio de uma ex-professora sua que postou o link de seu blog no facebook, motivo pelo qual gostaria de lhe fazer pensar sobre o tema que se propôs a escrever.

    De fato, nós, pais, temos uma tendência a proteger nossos filhos das situações cotidianas, sobretudo, quando cometem deslizes que, ao nosso sentir, podem ser consertados com nossa experiência e maturidade. E isso prejudica? Depende. Concordo com você no ponto em que expõe a nossa obrigação de pais em educar com responsabilidade para formar adultos/cidadãos conscientes, pelo que, penso, estar inversamente proporcional ao fato ocorrido naquela tarde para as duas famílias: a do acusado e a da vítima.

    Quando ouvi a notícia na TV pensei: Meu Deus, o que faria se tivesse na pele desse pai que perdeu a bebê? Meu Pai, o que faria se tivesse na pele do pai do garoto que, supostamente, afirmam estava a guiar o jet ski?

    Confesso-lhe que pensei inúmeras coisas, inclusive até a fazer justiça com as próprias mãos se fosse o pai da bebê que foi vítima. E no caso de ser pai do adolescente? O que fazer naquele momento se, conforme a mídia divulgou, meu filho viesse correndo até mim dizer que ocorreu um acidente com o jet ski?

    Bem, o ponto crucial de seu texto, e que me motivou a escrever, foi como se posicionou em relação ao adolescente que supostamente foi quem provocou a morte da criança. Será que ele não é tão vítima quanto a criança? Será que os pais foram irresponsáveis em autorizar o entretenimento do jovem na praia? Várias perguntas podem ser feitas, mas lhe digo com toda experiência forense que possuo que o fato de o adolescente e a família não terem prestados socorro a vítima nao torna o adolescente ou seu pais algozes irreparáveis. Talvez você mesma tivesse uma conduta similar (de fuga) se observasse que tanto a sua vida quanto a de seu filho estariam em risco. Tudo é uma questão de momento, situação e perigo.

    Assim, gostaria que refletisse na situação de que não se trata de criação e formação de menores desregrados e sem parâmetros. Todos nós, pais, corremos o risco de dar a melhor educação do mundo ao nosso filho e ser surpreendido por uma situação que foge a nossa orientação e fiscalização.

    Ao meu sentir, a situação na praia foi uma das inúmeras fatalidades que a vida não é capaz de nos explicar. Se a história contada pelos advogados do adolescente é verdadeira, cabe à polícia indicar os pontos falaciosos, mas, jamais cabe à mídia e a população que não estava presente ao fato julgar e crucificar um adolescente que, como bem ressaltou, talvez nunca tivesse imaginado que naquele momento poderia provocar uma situação tão traumática pro resto de sua vida.

    Pelo exposto, querida, penso que a situação não está vinculada à forma de criação de um ser humano, mas, sobretudo, às fatalidades que a vida pode ocasionar a qualquer um, inclusive nós mesmos.

    Um forte abraço.

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