A dura poesia concreta de tuas esquinas

Conhecer São Paulo na condição de motorista é, no mínimo, cruel. São idas e vindas por entre túneis, viadutos, buzinas, carros, motos, prédios, buracos, ambulantes, cones, acidentes… Um labirinto de asfalto e cimento. A urgência se contrapõe a letargia da espera ao volante. Mas São Paulo é tudo, menos monótona. E nesse labirinto de ruas e avenidas encontro, desafiando o cinza e o cimento, árvores coloridas. Vou contando pelo caminho, procurando, me distraindo. Elas surgem majestosas, desafiando a lei do mais forte. Poderiam simplesmente sucumbir a urgência, ao cimento, ao cinza, a indiferença, a fragilidade. Mas não, resistem. E emolduram nossas idas e vindas com graça, leveza e inspiração. Estão lá para lembrar que é possível endurecer. Perder a ternura, jamais. (RM)

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Autor:reparei

"Se podes olhar, vê. Se podes Ver, repara." (José Saramago)

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um comentário em “A dura poesia concreta de tuas esquinas”

  1. Patricia
    24/03/2012 às 21:01 #

    Essa majestosa árvore chama-se Jacarandá Mimoso e encanta qualquer lugar por onde reina… eu espero pela sua florada sempre !

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