Entre 4 paredes

Se uma criança, aos 2 meses de vida, tem seu pai roubado pelas FARC e esse pai é libertado quase 14 anos depois, como se dá o reencontro? Esse pai é uma fantasia na cabeça do menino: o mártir, o herói perfeito, o guerreiro, um gigante. Só que quem emerge da floresta Colombiana é um homem comum, meio magro, bem mais judiado do que as fotos que o garoto venerou por tantos anos. Passada a emoção da chegada, dos clicks oficiais e entrevistas, a família terá que encarar um buraco negro, o tempo em que simplesmente não conviveram. O tom de voz, o calor das mãos, o cheiro, o volume do corpo. O humor, as preferências, as crenças, a presença. Um baú de expectativas. Dia 2 de abril de 2012 foi um dia comum aqui em casa. A noite fomos buscar a filha que passou o fim de semana fora e emendou a tarde de segunda na casa da amiga. Que saudade, dissemos pra ela.  (RL)

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Autor:reparei

"Se podes olhar, vê. Se podes Ver, repara." (José Saramago)

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um comentário em “Entre 4 paredes”

  1. 03/04/2012 às 21:01 #

    Será que o filho soube o que era saudades do pai? 14 anos de alegrias, surpresas, tristezas, emfim, de vida roubadas dessa família. Acho que nunca poderão ser recuperados, por melhor que possa ser daqui por diante.

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