Vamos fugir deste lugar, baby

Lendo esse texto da Eliane Brum percebi como as atrocidades vão nos embrutecendo. Marie Nzoli choca tanto pelas histórias que conta, quanto pela forma que conta. É o horror presenciado tantas e tantas vezes que é contado assim, sem desespero, sem lágrimas. A convivência diária com a violência não nos torna imunes ao horror – tanto é que ela montou uma organização para combatê-la – mas cria uma couraça. No Brasil também temos os nossos horrores e ouvimos e contamos também sem lágrimas e desespero. Um caso a mais, como tantos outros que virão. Uma criança no sinal pedindo esmola ainda choca? Não deveria cortar o coração um menino de 5,6,7 anos com fome? Não sei se ela ainda continua fazendo isso, mas quando morava em Curitiba, minha irmã antes de sair dava uma passada na cozinha e pegava uma ou outra fruta que ninguém comeria. Assim fazia com um pacote de biscoito, uma sobrinha do almoço. E no caminho para o trabalho quando pediam dinheiro nas esquinas, ela dava comida. Quando leio um livro, vejo um filme, ou frase que incita uma atitude para mudarmos o mundo, me dá uma inquietação. Bilhões de pessoas tentando mudar o mundo?! Prefiro as pessoas que  fazem dele um lugar melhor. Seja criando uma organização para combater a violência, ou baixando o vidro do carro para dividir a comida. (RM)

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Autor:reparei

"Se podes olhar, vê. Se podes Ver, repara." (José Saramago)

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